O blog Loja Mac é um centro de informação sobre Informática e Multimédia, e dedicado particularmente ao mundo Apple. Notícias, rumores, truques e dicas, são alguns dos conteúdos que fazem o dia-a-dia deste blog.
Ainda no rescaldo da última conferência de imprensa dada há dias por Steve Jobs, o blog da LojaMac.com esteve a experimentar o iWork’08, o novo pacote de produtividade da Apple. Há dias, conhecemos as novidades relativas ao Keynote. Hoje, é a vez do Pages, um interessante programa que combina as funcionalidades de um processador de texto com as de um programa de paginação.
Quando abrimos o Pages ‘08, deparamo-nos, tal como na versão anterior, com uma lista de modelos variados de documentos, que podem funcionar como um ponto de partida para o nosso trabalho. A nova versão inclui qualquer coisa como 140 modelos, todos eles com aquela qualidade de design que só a Apple parece conseguir criar. Cada modelo inclui depois, por sua vez, um conjunto diversificado de páginas com um design condizente, as quais podem ir sendo adicionadas à medida que o utilizador o for desejando.
Mas o que constitui novidade é o facto de esses modelos se encontrarem divididos em duas categorias principais: Processamento de Texto (Word Processing) e Paginação (Page Layout). Mais do que meras categorias de classificação dos documentos, esta divisão reflecte uma das principais novidades do Pages ‘08, que é a introdução de dois modos distintos de funcionamento, um para o processamento de texto e outro para a paginação de documentos.
Dito assim, pode até parecer complicado, mas não é. O Pages continua igual a ele próprio, independentemente do modo que estejamos a usar. A principal diferença é que só no modo de processamento de texto é que podemos escrever directamente na página em branco, sem termos de utilizar caixas de texto. Tudo o resto se mantém muito semelhante ao que já conhecemos no programa, sendo que os menus, o Inspector, etc. são praticamente iguais entre os dois modos de funcionamento.
Quanto à interface de utilizador, o Pages ‘08 inclui também a nova barra de formatações. Esta barra pode ser activada ou desactivada facilmente pelo utilizador e funciona como um a atalho para algumas das funções mais usadas do Inspector, diminuindo assim a necessidade de andar a navegar pelo Inspector à procura da função pretendida. No entanto, e tal como no Keynote, algumas opções mais avançadas continuam a requerer o uso do Inspector, que oferece um pouco mais de flexibilidade.
Um aspecto positivo desta barra de formatações é que ela adapta-se ao contexto: a barra mostra opções de formatação apropriadas para o objecto que estiver seleccionado. Um aspecto menos positivo é que, por algum motivo, os tipos de letra não são mostrados com pré-visualização, pelo que continua a ser necessário aplicá-los primeiro para se ter uma ideia de como irão ficar.
No campo do processamento de texto, a grande novidade é a introdução da funcionalidade de controlo de alterações. Para os utilizadores caseiros, isto talvez não diga muito, mas a verdade é que se trata de uma das funcionalidades mais valorizadas nos programas de processamento de texto em contextos onde os ficheiros são editados por diversas pessoas e é importante saber que alterações foram feitas e quem as efectuou.
E a verdade é que a Apple conseguiu implementar essa funcionalidade de uma forma muito simples e clara, de tal modo que qualquer utilizador facilmente a aprenderá a utilizar. Quando a função “Track Text Changes” está activa, o Pages vai mantendo anotações ao lado da página, com as alterações efectuadas e informando sobre a data e que utilizador fez as alterações. Cada utilizador é representado por uma for distinta, de forma a facilitar a leitura. Depois, a pessoa encarregue de fazer a revisão do texto pode aprovar ou rejeitar todas ou cada uma das alterações. Para isso, pode usar uma barra de ferramentas que aparece quando a função está activa, ou os controlos que aparecem juntamente com cada anotação.
Tal como acontecia com a versão anterior, o Pages continua a permitir a inserção de comentários, que sem dúvida facilitam muito o trabalho em equipa.
No entanto, nos nossos testes de importação e exportação de ficheiros no formato do Microsoft Word, encontrámos um problema de compatibilidade relacionado com os comentários do Microsoft Word 2004 (versão para Mac). Quando um editor adicionava um comentário no Word, o Pages não conseguia importar o documento. Depois, quando removemos todos os comentários, deixando apenas o texto e o registo automático das alterações, o Pages já conseguiu abrir sem problemas. E a boa notícia é que só mesmo a parte dos comentários deu problemas, sendo que o controlo de alterações é possível de ser importado e exportado do Pages para o Word e vice-versa.
No que se refere ao novo modo de paginação do Pages, talvez uma das melhores alterações mais significativas seja o facto de ter sido melhorada a forma como se utiliza o fluxo de texto entre diferentes caixas. Neste momento, está muito fácil de utilizar. Numa caixa de texto, quer tenha ou não texto a mais, aparecem dois quadradinhos azuis. Clicando no que se encontra junto ao canto superior esquerdo, estamos a introduzir uma caixa de texto antes da actual, sendo que o texto irá fluir entre as duas quando necessário. Se clicarmos no quadrado azul junto ao canto inferior direito, acrescentamos a caixa de texto no final do fluxo. Em qualquer desses dois casos, depois de clicar no quadrado azul, basta clicar numa caixa de texto ou em qualquer outra parte da página. Se for preciso, o Pages criará automaticamente a nova caixa de texto.
Aquilo que dissemos para o Keynote é válido também para o Pages. As capacidades de máscara e tratamento de imagem foram melhoradas, sendo que agora, ao editar a máscara de uma imagem (i.e., ao esconder parte da imagem) aparece um pequeno painel com um controlo deslizante para aumentar ou diminuir o tamanho da imagem dentro da área da máscara. Além disso, foi finalmente implementada uma forma de adicionar transparência a uma imagem. O método é parecido com o que é utilizado no Microsoft Office, mas levado um pouco mais longe: para definir cores que se tornarão transparentes, o utilizador pode seleccionar, não apenas um ponto, mas também uma área circular que contenha um conjunto de cores que se desejam transparentes.
Tal como acontecia na versão anterior do iWork, nesta nova versão qualquer um dos três aplicativos que o compõem (Keynote, Pages e Numbers) permite ainda utilizar um painel de edição de imagem muito útil, semelhante ao que existe no iPhoto.
Tal como o Keynote, também o Pages suporta a importaão e exportação em diferentes formatos, o que assegura uma compatibilidade razoável com outros programas, como o Microsoft Word ou o NeoOffice/OpenOffice.org. Entre os formatos que o pages consegue importar, encontra-se o formato AppleWorks e o quase universal DOC (Word), bem como os ainda mais universais PDF e RTF. É de notar que esta versão do Pages já consegue abrir os ficheiros DOCX, o formato do Microsoft Word 2007.
Quanto às capacidades de exportação, o Pages permite exportar qualquer trabalho em PDF, mantendo sempre o aspecto original do trabalho e permitindo a leitura e impressão em qualquer computador, Mac ou PC. Como é sabido, o formato PDF não é editável, pelo que se precisar de colaborar com utilizadores de PC será melhor optar por algum dos restantes formatos suportados: DOC, RTF ou texto simples (TXT).
Além disso, se pretende publicar o seu trabalho na Internet, o Pages permite enviá-lo directamente para o iWeb, no formato original, ou em PDF.
O Pages’08 é parte integrante do pacote iWork ’08, que pode ser adquirido por 79 euros na LojaMac.com. O pacote familiar (com licença de instalação para cinco computadores no mesmo agregado familiar) está à venda por 99 euros.
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