Windows no Mac (Parte 1)

Já lá vai o tempo em que mudar para Mac era uma coisa muito complicada, em que partilhar ficheiros entre um Mac e um PC parecia ser uma coisa do outro mundo, algo que só alguns iluminados seriam capazes de fazer… Hoje em dia, usar um Mac é sem dúvida mais simples e mais agradável do que usar um PC (não terá sido sempre assim?). Liga-se uma máquina fotográfica, uma câmara de vídeo ou um disco externo, e tudo parece funcionar como que por magia, sem que seja necessário instalar nada.

E há todo o tipo de programas a correr em MacOS X, para praticamente todo o tipo de tarefas. Programas como o Microsoft Word, Excel ou PowerPoint existem também para Mac há já vários anos, de modo que a compatibilidade dos seus ficheiros entre as várias plataformas é assegurada à partida. O mesmo se passa com quase todos os programas da Adobe/Macromedia (Photoshop, PageMaker, InDesign, Illustrator, GoLive, Acrobat, Dreamweaver, Flash, Fireworks, Director, Freehand,…), com o SPSS, etc.

Para alguns desses programas, e para aqueles que não existem em versão Mac, existem também algumas alternativas, que permitem fazer o mesmo tipo de tarefas, sem ter de recorrer ao Windows. É o caso de alguns domínios específicos, como a arquitectura ou a edição profissional de vídeo (neste domínio, a própria Apple desenvolve o excelente pacote Final Cut Studio, inclui programas de edição de vídeo e som, criação de efeitos especiais, criação de DVDs de filmes, etc.). E, verdade seja dita, muitos desses programas que só existem para Mac são bem mais práticos e fáceis de usar do que as alternativas existentes para Windows. Veja-se o caso do iWork, cuja simplicidade aparente esconde um enorme potencial para a elaboração de trabalhos com uma qualidade visual surpreendente.

Se a isto acrescentarmos o facto de o MacOS X ser também ele muito mais simples de aprender e de usar do que o Windows, e se recordarmos que se trata de um sistema muito mais seguro (basta dizer que dos mais de 100.000 vírus existentes para PC, nenhum deles afecta o MacOS X…), logo se poderia concluir que a melhor opção é usar descansadamente um Mac a correr o MacOS X.

Ainda assim, haverá algumas excepções, alguns casos em que o utilizador de um Mac se vê forçado a usar alguns programas que só existem para Windows. Por exemplo, se a empresa onde trabalha usa algum programa específico que não foi desenvolvido para funcionar também em MacOS X. Nesses casos, não é necessário recorrer a um PC.

Sim, o caro leitor leu muito bem: NÃO é necessário usar um PC. O seu Mac (desde que tenha processador Intel) pode correr nativamente o Windows, o que na prática significa que pode ser utilizado também como se fosse um vulgaríssimo PC, se isso for necessário. Pode correr o Adobe Premiere, o AutoCad ou o Microsoft Access, ou até mesmo aqueles programas que mais ninguém conhece, mas que lhe dão jeito no seu contexto de trabalho.

Nos próximos dias, falaremos sobre como pôr isto em prática… Não perca!

5 respostas em “Windows no Mac (Parte 1)”

  1. José Maria Pereira  on Setembro 20th, 2007

    Um cliente meu adiquiriu um mac intel, mas por necessidade, pretende utilizar um sistema operacional windows. Já está disponível algum tutorial que mostre o passo a passo do processo em que se possa instalar windows sem a necessidade de algum emulador?

    Desde já, obrigado pela vossa atenção e pela provável resposta.

    ZehMaria

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  2. Victor Domingos  on Setembro 20th, 2007

    Caro leitor,

    Este artigo foi o primeiro de uma série de artigos que escrevi sobre o tema. O segundo artigo foi precisamente sobre a instalação nativa do Windows. Pode lê-lo no seguinte endereço:

    http://lojamac.com/blog/2007/01/20/windows-no-mac-parte-2

    Ah! Quando andar à procura de algo no nosso blog, experimente a pesquisa (canto superior direito da página, onde diz “Pesquisar blog”).

    Cumprimentos,
    Victor Domingos

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